No dia 15/01/2012 aconteceu em Belo Horizonte o evento “O Despertar dos
Guerreiros Noturnos V”, evento este que já é um dos mais tradicionais da sena
mineira e se firmando definitivamente no calendário de shows da cidade de Belo
Horizonte em vem acontecendo desde 2010 e sempre conta com a participação de
hordas tradicionais da cena mineira e nacional.
O evento marcado para as 17:00 mas iniciou-se apenas às 20:40 pois o publico
foi chegando aos poucos e nessa hora já tínhamos bastante pessoas na casa.
Para abrir o evento tivemos a estréia da Horda
Âmago Turvo, que a pesar de ser uma banda nova
e de estar em sua primeira apresentação mostrou um Black Metal de ótima
qualidade com algumas pegadas thrash e heavy. Esta horda foi formada por alguns
ex-integrantes da antiga horda Opus 666 e mostrou um metal forte e sem
“firulas” com as letras em português e rifs bem trampados e marcante, apesar
dessa ser a primeira apresentação desta horda os integrantes conseguiram passar
confiança e fizeram dessa a melhor apresentação da noite em minha opinião.
As 21:15 subiu ao palco a horda de Doom Metal
Aasverus, esta
já é uma horda bem conhecida na cena mineira e para este evento apresentou um
novo line up com um novo baixista, no início do show percebemos um pouco de
desencontro entre os instrumentos, principalmente do baixo (o que é natural
para primeira apresentação), mas no decorrer da apresentação tudo se acertou e
a partir da segunda musica já víamos o Aasverus que todos conhecemos, com a
verdadeira essência negra, um som arrastado e uma presença de palco sem igual
do vocalista, após a apresentação pudemos notar algumas pessoas cobrando o já
tradicional cover de Raul Seixas que a banda sempre faz e nesse show não teve,
em minha opinião, não fez tanta falta assim, mas cada um tem sua opinião.

Depois foi a vez dos capixabas do Labyrinth Spell que era uma
das apresentações mais aguardadas da noite. A horda levou um Black Metal
tradicional com rifs marcantes e ótimas caídas, senti pouca presença de palco
da banda até a metade do show, mas depois tudo se normalizou e esta foi uma das
apresentações que mais agradou os headbangers aquela noite de acordo com
comentários que ouvi após o show. A apresentação desta horda contou também com
a participação de Fernando, ex-membro da horda que hoje é baixista do Defacer
que fez vocal na musica The Labyrinth Spell.
As 23:45 sobe ao palco a horda
Martírio, esta horda estava
sumida a algum tempo devido à acerto na formação e devido à gravação de seu primeiro
material que foi lançado neste evento intitulado “Malefícios da Morte”, a horda
se apresentou com a formação completa, diferente das ultimas apresentações que
estavam sem o baixo e este com certeza fez bastante a diferença, preenchendo e
deixando ainda melhor o som que já era bom. A horda teve uma ótima presença de
palco, apresentou um estilo bem próprio onde fica até difícil de classificar
como Black ou Thrash Metal, mas o que podemos afirmar é que foi apresentado um
Metal e ótima qualidade e que fez com que os headbangers presentes batessem
muita cabeça a cada rif e dando aqui um destaque para a musica Forças
Diabólicas.
As 00:55 foi a vez dos paulistas de horda
Laconist horda esta
que acabei não vendo o show, sendo assim fiquei impossibilitado de fazer
qualquer comentário.
Para fechar a noite sobe ao palco as 02:00 a horda
Funibre,
com uma introdução completamente sombria com a “Marcha Funibre”. Uma presença
de palco muito foda de todos os integrantes que conseguiram passar uma essência
sem igual e transmitir uma energia muito foda à galera, deixando o ambiente
sombrio, com rifs bem trabalhados e mostrando um Black Metal de ótima
qualidade, esta horda é relativamente nova e vem para mostrar que a essência
negra de Minas Gerais nunca morrerá.
Para finalizar quero parabenizar a organização do evento pela disposição em
fazer um evento nesse porte que sei que não é fácil e que quem faz é por puro
amor ao Metal e orgulho de ver a coisa acontecer neste que com certeza é hoje
um dos principais eventos Undergound que acontecem em BH anualmente.
Nota: 9
Por: Matheus H. Guerra