Com 13 bandas de diferentes regiões do país, incluindo nomes históricos e representantes da nova geração, festival acontece neste sábado (5), no Mister Rock
Belo Horizonte se prepara para receber, neste sábado, 5 de setembro, mais uma edição do Brutal Devastation, festival simplesmente é uma das maiores celebrações do Metal Nacional. Para 2026, a promessa é de uma edição ainda mais abrangente, reunindo 13 bandas de diferentes partes do Brasil e uma programação que atravessa vertentes como thrash, black, death e suas ramificações mais brutais como já é de costume.
A edição deste ano acontece a partir das 13h, no Mister Rock, e coloca lado a lado nomes com longa trajetória no metal brasileiro e grupos que seguem movimentando o circuito independente. A própria organização apresenta o Brutal Devastation como uma celebração do underground nacional e destaca a intenção de reunir bangers de diversas regiões do país em Belo Horizonte.
Mais do que a quantidade de bandas, porém, o principal atrativo desta edição está justamente na diversidade do cast.
Um line-up que atravessa diferentes gerações do metal extremo
O responsável por abrir o festival, em termos de expectativa, é também um dos nomes mais conhecidos do metal pesado mineiro: o Chakal, representando Belo Horizonte. Ao lado dele, o público poderá conferir Holder (PR), Impurity (MG), Escafism (MA), Ophiolatry (CAN/BRA), Antroforce (SP), Regorge (RJ), Murderess (DF), Blasphemical Procreation (MG), Pathologic Noise (MG), Conquistadores (SP), Darkness Crow (RO) e Roasting (DF).
A combinação é interessante porque não cria uma programação limitada a um único estilo. Há espaço para a tradição do black/death metal mineiro, para o brutal death metal, para o speed/thrash e para diferentes abordagens do metal extremo brasileiro.
Um dos grandes destaques certamente será a presença do Impurity, banda de Belo Horizonte ativa desde 1988 e profundamente ligada à tradição do black/death metal brasileiro. O próprio grupo se apresenta como parte da história da música extrema produzida em Minas Gerais.
Outro nome que merece atenção especial é o Pathologic Noise. Formado em Belo Horizonte em 1992, o grupo é reconhecido no circuito extremo por seu brutal death metal e chega ao festival carregando mais de três décadas de trajetória.
Também há espaço para uma sonoridade mais veloz e diretamente ligada ao speed/thrash. O Antroforce, de Carapicuíba (SP), vem chamando atenção justamente por essa combinação de velocidade, agressividade e referências à tradição do metal brasileiro dos anos 1980. Em uma resenha publicada recentemente, o Whiplash destacou o EP Antropocaos pela abordagem rápida e pelos riffs cortantes do trio.
Ophiolatry chega a BH em momento especial
Entre os nomes do cast, talvez nenhum esteja vivendo um momento tão particularmente interessante quanto a Ophiolatry. A banda brasileiro-canadense está passando pelo país com a South America Serpent's Verdict Tour 2026, dedicada ao álbum Serpent's Verdict, lançado em 2025 após um intervalo de 17 anos sem um disco de inéditas. A apresentação em Belo Horizonte integra oficialmente essa turnê, que também passa por outras cidades brasileiras e pelo Paraguai.
O grupo também assinou recentemente com a histórica Combat Records, acrescentando ainda mais peso a uma fase que já vinha sendo marcada pelo retorno aos palcos e pela divulgação do novo trabalho. Para quem acompanha o brutal death metal, portanto, o show da Ophiolatry aparece como um dos momentos que podem marcar a programação do sábado.
Veteranos e representantes de diferentes cenas do Brasil
A dimensão nacional do Brutal Devastation também chama atenção. O festival não se concentra apenas na produção mineira: o palco receberá representantes do Paraná, Maranhão, São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rondônia, além da formação brasileiro-canadense da Ophiolatry.
A presença do Roasting, de Brasília, reforça ainda mais esse aspecto. Formado em 1989, o grupo é apontado como um dos pioneiros do death metal do Distrito Federal e chega ao evento com uma trajetória que atravessa diferentes momentos do underground brasileiro.
Já o Darkness Crow, de Porto Velho (RO), representa uma cena que muitas vezes recebe menos espaço nos grandes circuitos nacionais. A banda, formada em 2013, trabalha dentro de uma combinação de black e death metal e aparece como uma das representantes da região Norte no festival.
A presença de nomes de várias regiões reforça uma característica que acompanha o Brutal Devastation desde suas edições anteriores: a tentativa de transformar Belo Horizonte em ponto de encontro para bandas e público do underground brasileiro.
Não vou falar de todas as bandas aqui para o texto não ficar ainda mais longo, mas bandas como Chakal e a Conquistadores também merecem destaque, mas dispensam qualquer comentário pela tradição de anos no Metal Nacional.
Um festival que vem crescendo
A evolução do evento também ajuda a entender o tamanho da expectativa para 2026.
Em 2023, o Brutal Devastation reuniu nove bandas, sendo seis de fora de Belo Horizonte, em uma edição apresentada como um retorno às raízes do festival. No ano seguinte, o evento cresceu para 13 bandas, com representantes de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia e Distrito Federal.
Em 2025, o festival chegou a uma programação ainda maior, com 16 bandas distribuídas em dois dias, mostrando uma expansão significativa em relação às edições anteriores.
Agora, em 2026, a proposta volta a concentrar tudo em um único dia, mas com 13 atrações e um alcance geográfico bastante amplo. A impressão é de que o evento busca equilibrar a dimensão de um grande festival com a atmosfera mais próxima e direta que caracteriza o underground.
Expectativa é de uma tarde longa e intensa de metal extremo
Com início previsto para as 13h e 13 bandas no mesmo palco, o público pode esperar uma verdadeira maratona de metal. A variedade do line-up também deve provocar mudanças constantes de clima ao longo da programação: da velocidade do thrash e do speed metal às atmosferas mais sombrias do black metal e à brutalidade do death metal.
E justamente por reunir diferentes públicos dentro do metal extremo, o Brutal Devastation tem potencial para funcionar não apenas como uma sequência de shows, mas como um grande encontro da cena nacional.
Outro indicativo da procura é a movimentação dos ingressos. Em atualização publicada em 30 de agosto, o primeiro lote, de R$ 70, já aparecia como esgotado, com o segundo lote anunciado a R$ 100, além dos lotes seguintes e da venda na portaria.
O evento também aparece na programação oficial do Mister Rock, que confirma o Brutal Devastation como uma das atrações da casa neste sábado.
Tudo indica, portanto, que o sábado será de peso, velocidade, caos e celebração do metal extremo brasileiro. Para quem acompanha a cena underground, o Brutal Devastation 2026 chega com um dos casts mais abrangentes de sua trajetória e reúne nomes capazes de agradar tanto quem procura veteranos quanto quem quer descobrir novas forças do metal nacional.
Serviço
BRUTAL DEVASTATION 2026
Data: 5 de setembro de 2026 (sábado)
Horário: a partir das 13h
Local: Mister Rock
Endereço: Avenida Teresa Cristina, 295 – Prado, Belo Horizonte/MG
Classificação: 18 anos
Line-up: Chakal, Holder, Impurity, Escafism, Ophiolatry, Antroforce, Regorge, Murderess, Blasphemical Procreation, Pathologic Noise, Conquistadores, Darkness Crow e Roasting.
Ingressos: segundo as divulgações mais recentes consultadas, o 1º lote está esgotado; o 2º lote é anunciado por R$ 100, com 3º lote a R$ 120 e entrada na portaria a R$ 150.
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