Estamos de volta para resenha de mais um grande evento que aconteceu em Belo Horizonte. Devido a algumas dificuldades por morar no interior e o evento em plena terça-feira, infelizmente não conseguimos chegar a tempo de ver as duas primeiras bandas de abertura, contudo depois de muito tempo de estrada e um pneu furado conseguimos chegar a tempo da apresentação da banda Velho, a terceira banda a tocar nessa noite.
A Velho subiu ao palco por volta das 21:30, com a missão de substituir a Cemitério que não pode se apresentar no evento. Sem sombra de dúvidas conseguiu substituir a altura, sendo uma ótima decisão da organização do evento.
Velho retornou em BH para fazer o som bem sujo, agressivo e, ao mesmo tempo, extremamente bem executado. Durante a apresentação alguns problemas técnicos aconteceram, mas nada que atrapalhasse a ótima apresentação da banda. Alguns problemas persistiram durante todo o show e o ganho na guitarra do vocalista ficou bem baixo, mas mesmo assim conseguiram passar seu som de excelente forma. Em um dado momento o vocalista chegou inclusive a frisar que o Velho nunca seria uma banda profissional, valorizando o sentimento ao invés da técnica, isso porque que antes já havia falado sobre o cansaço devido à sequência monstruosa de shows.
De forma geral foi uma excelente apresentação, com destaque para a execução da música "Satã, Apareça!", que sem dúvida é a que mais agita e empolga a galera.
Após um intervalo de um pouco mais de 30 minutos era o momento mais esperado da noite, a apresentação do Brujeria que retornava a BH após sua última apresentação em 2007. Antes mesmo da banda subir ao palco, a galera já gritava com a chegada da bandeira mexicana com a cabeça de um manequim fincada, fazendo alusão a capa do disco "Matando Güeros" que completava 30 anos.
Nesse momento não posso deixar de destacar a ótima presença do público no evento, que deixou o Mister Rock bem cheio, desconsiderando que o show era em uma terça-feira e no fim do mês.