Fofinho Rock Bar - São Paulo/SP
12 de novembro de 2011
Por Daniel Abreu / Fotos: João Souza
Após termos uma avalanche de bandas internacionais do cenário Black Metal vindo para o Brasil, eis que chegou a vez das bandas nacionais terem um grande destaque no "Profana Aliança Nacional". O evento, organizado por Necroviceral e realizado no Fofinho Rock Bar (SP), tem como intuito unir as bandas do Brasil. Assim, nesta segunda edição, as atrações vieram de diversas partes do país: Defacer (MG), Movarbrum (RS), Mistifier (BA), Miasthenia (DF) e Necrosodomy (MT).

Por volta das 23h30, com a casa já bastante cheia, subiram no palco os mineiros da horda Defacer, que mostrou um poderoso Black Metal sinfônico, com influências de Dimmu Borgir na época do álbum Stormblast e Emperor na época de In The Night Side Esclipse. O set foi iniciado com A Funeral Under Moonlight, faixa do seu mais recente trabalho, Beyond The Mountains, lançado pela Cogumelo Records. Muito bem aceita pelo público paulista, a banda mostrou um Black Metal de qualidade, além do carisma do vocalista e tecladista Incredulous Cataclism. O set contou ainda com músicas como Angry Fire, Triumph e encerrou com Impious Spirits.
Após vinte minutos de intervalo, os gaúchos do
Movarbru entraram em cena e apresentaram um Raw Black Metal muito bem executado. Demozas (vocal), Necronus (guitarra), Infernuus (baixo) e Mephistopholes (bateria) abriram seu set com a infernal
Olho Da Cabra, da demo
Inferno Predomina (2004). Em seguida, o grupo executou faixas de seu 'full-length' homônimo de 2006, como
Reino Do Diabo,
Sangrento Inferno e
Filhos da Morte, a mais saudada pelos presentes. O show de aproximadamente de 40 minutos duração foi encerrado com a clássica
Ritual de Sangue e
Infernal Floresta.
Após mais uma pausa para cervejas, compra de materiais e conversar com o pessoal, entrou em cena uma das bandas mais esperada da noite. Com mais de vinte anos de estrada e vindo de Salvador (BA), o
Mystifier retornou a São Paulo após cinco anos. Leandro Kastyphas (vocal, teclado e baixo), Beelzeebuth (guitarra) e Renato Bacelar (bateria) abriram com
Intro Invocationes, seguida de
The Almighty Satanás. Na clássica
Osculum Obscenum, o público deu o seu mais puro delírio de loucura. O segundo álbum,
Göetia (1993), foi lembrado com
Na Elizabethan Devil-Worshiper’s Prayer Book. Na sequência, um breve discurso do guitarrista Beelzeebuth, que falou, entre outras coisas, sobre a união do Metal nacional. Depois vieram mais clássicos da banda, como
Cursed Excruciation e
Defloration (The Antichrist Lives, ambas de
Wicca (1992).
Aleister Crowley, da demo homônima de 1991, e a poderosa
The Baphometic Goat fecharam o set e deixaram o público satisfeito. Entre os músicos, destaque para Leandro Kastyphas, que manda muito bem nas suas três funções.
A banda seguinte da noite também foi outra muito aguardada pelos presentes. Vindo do Distrito Federal, os grandes guerreiros do
Miasthenia vieram mostrar o seu Pagan Black Metal com influências de Heavy Metal Tradicional. Hecate (vocal e teclado), Thormianak (guitarra) e Mist (baixo) apresentaram o novo baterista, Naithan, que substituiu Hamon recentemente.
Deuses Da Aurora Ancestral, de
Supremacia Ancestral (2008), abriu o show. Depois vieram
Guerra do Mixton,
Tawantisuyo e
Taqui Ongo. A clássica
XVI obteve grande resposta dos fãs, que vibraram durante os aproximadamente 35 minutos que o quarteto esteve no palco. O encerramento veio com
Rituais de Rebelião, do primeiro álbum,
XVI (2000).
Por volta das 3h40 coube aos matogrossenses do
Necrosodommy fecharem essa noite de pura blasfêmia e caos. O público ficou atento até o último minuto da apresentação de Sodomaniac (vocal), Necrostripador (guitarra), Tarabacum (baixo) e Vermelho (bateria), que mostraram um Black Metal anos 80 na linha de bandas como Hellhammer e Desaster, além de algumas pegadas de Death Metal que lembram até o velho Possessed. O set se iniciou com
Coma Into The Omen,
Sons Of The Libertinism e
Death Metal Rules, do EP
Profanação e Desordem (2010). O carismático vocalista Sodomaniac mostrou afinidade com o público paulista, executando
Sade,
Aqueront,
Cautess Dracul e fechando o show com
Pentada de Crânio. Fim de mais uma celebração que, ao contrário do que estão dizendo por aí, mostrou que o Metal nacional não está morto.
Por Daniel Abreu / Fotos: João SouzaFonte:
http://www.roadiecrew.com/mtOnlineDetalhe.php?id=137OBS: Esta matéria foi copiada na integra da fonte citada acima