A Rebaelliun nasceu em Porto Alegre em 1998 e em pouco mais de três anos de carreira deixou uma marca difícil de apagar: dois álbuns que entraram para a história do death metal brasileiro — Burn the Promised Land e Annihilation, este último ainda hoje considerado um clássico mundial do gênero — quatro turnês pela Europa e o respeito de uma cena inteira. A história de como chegaram lá é parte da lenda: foram para a Europa sem um único show agendado, fecharam tudo boca a boca e voltaram com um contrato na mão com a holandesa Hammerheart Records. Quando a banda se desfez em 2002, ficou o legado. Quando voltou em 2015, a expectativa era enorme — e a banda entregou, superando adversidades que teriam encerrado qualquer outro projeto pelo caminho.
Abrindo a noite, três bandas que carregam suas próprias histórias. A Pacta Corvina vem de Rio Grande com seu blackened death metal cru e postura antifascista declarada desde a fundação em 2021, com o primeiro álbum Ignis et Sulphur lançado em 2023. A Neptunn é porto-alegrense, surgida durante a pandemia como uma reação ao caos, e entregou no EP (Re)Existence de 2024 um death metal que vai de Incantation a Fit For An Autopsy sem pedir licença. E o Burn the Mankind, também de Porto Alegre, fecha o trio de aberturas com mais de 15 anos de estrada e uma curiosidade: Sandro Moreira, baterista do próprio Rebaelliun, está no comando das baquetas da banda há alguns anos. A noite começa antes do headliner entrar em cena.

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