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16 de outubro de 2014

Resenha: Azazel Hates - Eternidade Satânica (Demo 2013)

Hoje temos mais uma resenha de uma ótima horda de Black Metal da cena nacional, o Azazel Hates e sua primeira demo de nome "Eternidade Satânica", criada em 2013 por Azazel, ex membro da Malkulth, a horda faz um som simples e sujo, com grande influência de bandas dos anos 90.

A arte dessa demo Eternidade Satânica é simples, mas, muito coerente com a proposta da banda, com o logo (muito bom por sinal) bem destacado em vermelho, contrastando com a arte branca abaixo e o fundo preto, a contra capa também é boa e segue a mesma linha, mas, somente em preto e branco.

Referente a arte a horda só vacilou na fonte escolhida para descrever os nomes das musicas e demais informações, pois esse embola um pouco e dificulta o entendimento.

O som é muito bom, com letras em português e que começa com uma breve introdução e solos de guitarra que já emenda com a primeira musica "Eternidade Satânica" a musica começa de forma cadenciada, mas, logo começa a parte mais rápida e também solos rápidos de guitarra, com vocal muito bem encaixado, principalmente nas partes mais cadenciadas e o rif do refrão muito marcante.

21 de setembro de 2014

Resenha - Hazy Hamlet - Full Throttle (2013)

Hoje vamos falar do ultimo trabalho da banda de Heavy Metal Hazy Hamlet, o álbum  Full Throttle  lançado em 2013 pela Arthorium Records.
Como de costume, vamos iniciar falando um pouco sobre a arte: O trabalho de capa é muito bem feito e ilustra bem a idéia passada nas musicas, com Odin em uma moto acompanhado por covos e passando por uma estrada de crânios, nesse momento as cores foram muito bem trabalhadas com a predominância do vermelho como vocês podem ver acima.
O encarte também tem uma boa arte, mas, nesse momento, em minha opinião eles pecaram na cor, pois a parte de dentro - com exceção da foto dos integrantes juntos – foi trabalhada no verde, e acredito que se continuasse no vermelho, ou outra cor que não ficasse tão diferente  ficaria melhor.
O som é muito bem trabalhado e bem tocado, mas, sem frescura, coisa rara de se ver hoje em dia em bandas de Heavy Metal, onde se abusa de solos e mais solos vocais cada vez mais agudos mostrando muita técnica e pouco sentimento. O Hazy Hamlet faz diferente, o som bem trabalhado, com solos somente quando necessário e na hora certa e  vocal mais grave e um pouco rouco, relembrando a verdadeira essência do estilo e com claras influências de Accept e bandas da NWOBHM.

Os corais são um “show” a parte, encaixados na hora certa e conseguem trazer um sentimento diferente para as canções.
O álbum tem um total de 8 musicas, cada uma melhor que a outra. Quero destacar aqui a quarta faixa “Vendetta” com ótimo trabalho no coral e o solo mais melódico para o final da musica que me fez lembrar alguns solos da dos primeiros álbuns do Metallica.
Outro destaque também é a faixa “Odin´s Ride”, com vocais muito bem encaixados e um ótimo trabalho de baixo ao estilo Steve Harris assim como na maior parte do álbum em que o baixo se destaca na hora certa.

De forma geral, a banda paranaense Hazy Hamlet fez aqui um ótimo trabalho e um Heavy Metal de grande qualidade e muito recomendado principalmente aos fãs de Iron Maden, Manowar, Acept dentre outras.

Nota: 9,0

Line-Up:

Arthur Migotto (Vocal)
Julio Bertim (Guitarra)
Fabio Nakahara (Baixo)
Cadu Madeira (Bateria)

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17 de agosto de 2014

Resenha - Eridanus (RS) - HellTherapy (2013)

Hoje vamos falar do álbum HellTherapy da banda gaucha de Heavy Metal Eridanus.

Como de costume, vamos iniciar a resenha falando da arte. Esse trabalho tem uma arte muito bem produzida e com uma capa muito boa que contextualiza muito bem o nome do trabalho assim como o verso do álbum dentro de um mesmo contexto, um trabalho digno de elogio, na parte dos contatos temos também a foto dos integrantes, que está exposta de forma simples, mas tenho uma critica a fazer nessa parte, sair em foto de CD oficial com camisa do Super Homem definitivamente não dá... A meu ver tira muito a seriedade do trabalho. As letras das musicas também estão muito bem expostas aproveitando bem o espaço do encarte e com uma ótima arte de fundo.

O som apresentado nesse trabalho é um Heavy Metal com bastante influencia de Hard Rock, no estilo dos primeiros trabalhos do Angra, com som  muito bem trabalhado e com ótima gravação.

O CD começa muito bem com uma introdução “Time for Medication” que remete ao nome do álbum e a capa do álbum. Na seqüência a primeira musica “HellTherapy” que também é ótima e com certeza a melhor do álbum. Mostra um som forte, com refrão bem marcante.
Na quarta musica “Fell in Lust”, que também é muito boa, conseguimos perceber claramente uma grande influência de Helloween, principalmente nos riffs de guitarra. Quero destacar aqui também o solo de guitarra nessa faixa muito bem construído e encaixado perfeitamente com um bumbo duplo bem rápido.

A quinta faixa “My Mistakes” o som cai muito do que havia sido apresentado até então e a musica que começa até bem com um dedilhado e teclado na verdade é uma balada e muito lenta e a meu ver, chega a ser até chata dependendo do momento, pois se sai de um som até rápido e essa musica muda completamente o clima do som.


Para os que gostam de um som mais agressivos, a partir dessa faixa terá vontade de tirar o CD, pois quando o som começa a ficar um pouco mais rápido novamente, com a faixa “Wind” que por sinal tem uma bela introdução e construção de forma geral, temos mais uma balada, a faixa “Echoes of My Heart” que agora mais lenta ainda que a balada anterior. Para os que gostam de um som mais lento ao estilo Hard Rock irão se identificar bastante com esse som, que é realmente muito bem construído de forma geral, só não me identifico muito, AL contrario das primeiras faixas.

Quando eu pensava que o CD ia acabar assim, de forma chata e melosa, vem a ultima faixa “Welcome to my Paradise” que praticamente é uma continuação da primeira, pesada e rápida para fechar o álbum com chave de ouro. Uma musica muito boa com destaque para a bateria direta e com bumbo duplo muito bom. Essa é para ouvir no ultimo volume.

De forma geral o Eridanus apresenta um ótimo trabalho com seu álbum HellTherapy, mostra um Heavy Metal com muito potencial e acredito que ao vivo deve ser ainda melhor. O som apresentado nesse trabalho irá agradar tanto aos que gostam de um som mais pesado quando os que agradam mais de baladas ao estilo Hard Rock, mas, acho difícil para ambos os públicos ouvirem o álbum completo sem pular uma ou outra musica.

Nota: 7,5

Contatos:

Midia: Furia Music

Resenha por: Matheus Guerra

10 de agosto de 2014

Resenha: Wolf Krieger - The Death Is Only The Begin (EP 2014)

Saudações a todos!

Voltando com as resenhas realizadas aqui no War Metal e hoje falaremos do EP “The Death Is Only The Begin” da banda Wolf Krieger de São Paulo/SP.
Primeiramente considero importante citar que esta é uma banda formada por apenas um membro, digo isso para facilitar o entendimento de tudo que se seguirá na resenha.
 


Comecemos então como de costume pela arte gráfica, a mesma é simples, mas, muito bem elaborada para o propósito da banda, trabalhada toda em preto e branco, com exceção da arte do CD, com o logo e o nome do álbum em vermelho. A arte consegue retratar bem o estilo de som que está por vir e os elementos são bem distribuídos.
A cerca do som, o Wolf Krieger faz um Depressive Black Metal bem com riffs marcantes e de forma original.

A primeira musica, a intro “Atmosphere Suicide” é bem o que o próprio nome diz, um som bem atmosférico apenas com a presença de teclado e que prepara o ambiente para o que está por vir.

22 de fevereiro de 2014

Resenha Evil Syndicate - Shadows of Insanity (2013)

Saudações Guerreiros e Guerreiras Apreciadores do War Metal.

No Brasil, a cena é muito forte, demostra-se que há muitos headbangers que acompanham de perto o undergraoud. Na minha opinião, acho muito massa a cena do norte do país, lá contém  um pouco mais bandas de Death Metal mais raiz, bem diferente da cena Paulista que acostuma ter bandas de Death Metal com bases mais diretas e rápidas.


Resenhamos hoje a boa horda Evil Syndicate de Manus - AM, pelo nome da horda percebe-se que o mal é organizado e produz a sanidade  através de um "sindicato " que talvez a ideia é mostrar que nos domínios do mal devem haver guerreiros com liderança para triunfar nas batalhas.





Gostaria de falar primeiro da capa do material "Shadows of Insanity" que é o segundo EP da horda. A arte gráfica bem elaborada que transmite uma oculta destruição, bem destacado que merece um conceito positivo. O logo da horda não achei muito legal, depois de entrar no Facebook da horda e encontrar esse logo que é muito mais impactante ao metal "outro logo" que é muito mais trabalhado, na minha opinião a horda deveria sempre utilizar este logo, mais é claro se houver conciliação dos membros. O material em geral ficou bom, é caseiro e também profissional, além da gravação que ficou ótima, construídas pelo Marlon Larceda - Guitarrista da horda.

Sobre o som é muito trabalhado mostrando que os integrantes sabem o que estão fazendo, eles fazem um Death Metal tradicional com bases que alternam levemente ao Thransh Metal tornando o som único e não enjoativo de se ouvir. Há partes brutais, partes cadenciadas que faz a gente bater a cabeça e dedilhados mostrando em geral um conteúdo rico. As bases das guitarras oferece ótimas paletadas e belos solos, agradei muito principalmente na faixa número 3 "Abyssus Abyssus Invocat" que foi a música que mais agradei. A parte dos baixos é bem marcante, traz peso, muito bem executado pelo Diego Henrique.

A parte de bateria é sem comentários, ótimos contra tempos, ótimas viradas, marcações e bumbos firmes, trazendo ao som do Evil Syndicate como mencioda, muito bom de ouvir. O vocais e backing Vocais são bons e lembra um pouco Unleashed do álbum Victória.

Recomendo o som dos Evil Syndicate e ficaria satisfeito se um dia ver o show dos caras que com certeza o underground a cena nortista fica ainda mais forte, que hordas de respeito e de princípios, manter a ideologia firme e lutar pelos ideais que faz parte do sengue de um Headbanger.

Evil Syndicate - Shadows Of Insanity

1 - Slaves of War
2 - Shadows of Insanity
3 - Abyssus Abyssum Invocat
4 - Skull and Bones
5 - Destructor Ego.

Entre em contato com a horda.

Marlonevil@yahoo.com.br
www.facebook.com/evilsyndicate.

Nota - 7,5

Resenha por: Jader Silva (jader@warmetalbr.com)

Material enviado por: Rafael Acranista

1 de dezembro de 2013

Resenha: Die Human Race - The Black Order (2012)

Gostaria de dar um salve mais uma vez ao War Metal, de forma oficial estarei na equipe para ajudar nas resenhas de Cds e alguns  Shows dependendo da demanda ,  expandir a nossa Legião e uma grande e nobre tarefa,  fico honrado em participar.


Ao som...

Um grande trabalho ao concluir a minha analise diante de um som rico extraindo temas conspiratórios e guerras que demonstram a insanidade diante das porcarias do mundo hoje em dia. Ganhamos mais uma arma para deixar ainda mais o underground forte do que já é. A horda Die Human Race demonstra tudo isso, com um som brutal, Hold School, Black e Death metal,  achei bem original e  se faz agente bater muita cabeça.
Tecnicamente boa gravação mais ainda que há conceitos para melhorar, os  rifis são elevados e rápidos, palhetadas fortes, arranjos cadenciados  que mostra entrosamentos no tempo e o instinto bem perceptível,  é  massa mesmo o som.  A Bateria suas execuções é brutal, ótimos contratempos em constantes alternâncias lentas e rápidas introduzindo de uma forma natural onde que os hinos se engrandece junto com a ideia da horda. Vocais se destacam em guturais e rasgados, me agrado muito dessa linha de vocais acompanhando essas bases brutais, e para completar boas introduções ao decorrer dos hinos extremos, como metralhadoras atirando e ruivos por exemplo,  resumindo o som, tem princípios com muita brutalidade que vale a pena muito de dar uma força ao Die Human Race ao adquirir este artefato.
  O material gráfico é bom, pois mostra principalmente a ideia do trabalho de forma objetiva e simples, creio muito que o próximo terá mais conteúdo gráfico e  letras, pois ver a biografia facial de uma horda acrescenta sabedoria e conhecimento nas capacidades da raça headbanger em manter o metal negro e o undergraund sempre presente em nossas almas, pois nos todos tenhamos que saber o quão é importante se posicionar em nosso exercito, pela experiencia de anos do Die Human Race expõe suas posições com respeito.
 Mantém  ainda mais a ideia senhores do Die Human Race, pois futuramente gostaria de vê-los no palco sentir os atos presencias de cada  e trocar ideia com cada um de vocês, e havendo sincronia,  as forças se uniram automaticamente.

Detalhes Técnicos.
Horda Die Human Race – The Black Order

1 – Intro
2 - Terror Action
3 – Stay Sick
4 – Cold War
5 – Ausrhwits Revenge
6 – Illusions Creator
7 - Moments of Blood
8 – Depression Demoniar
9 – In times of Truth
10 – To Conquer
11 – Demoniar
12 - Human Blasphemy

Nota - 7,5

18 de novembro de 2013

Resenha: Anarkhon - Welcome To The Gore Show (2013)

A banda já tem quase quinze anos e começou cantando em português, quando fez dez anos passou para letras em inglês. Dois full-lengths já foram lançados antes de ‘Welcome to the Gore Show’. Nesse álbum o ANARKHON seguia com a formação que incluiu o guitarrista DAVID FULCI, o baixista WILLIAM CRAVE e os fundadores, baterista WELLINGTON BACKER e ARON ROMERO (guitarrista que também assumiu os vocais no lugar do saudoso PÉRICLES HOOPER), estão colhendo os frutos desse seu último trabalho. Splatter/death metal da mais alta categoria é o que esse pessoal de Guarulhos tem para oferecer.

Primeiro vou falar da capa sensacional desenhada por WELLINGTON BACKER bem ao estilo ‘Ed Repka’ – trata-se de um ser inspirado num mestre de picadeiro (ou mesmo num certo apresentador de televisão) que diante do senado em Brasília, aponta para “pessoas” empaladas, segurando a cabeça decepada de uma mulher “bastante conhecida pelos brasileiros”. Obra genial e bem reflexiva. No livreto, todas as letras com mais gravuras mostrando o nosso personagem “trabalhando” no propósito que define a capa. 

O álbum é recheado com dez faixas ditadas à regra do extremismo sem passagens atmosféricas ou efeitos que reduzam o seu peso. A primeira canção, ‘For God Your Soul... For Zombie Your Flesh’ nada tem de semelhante a sua quase homogênea, ‘For God Your Soul... For Me Your Flesh’ do “finado” PUNGENT STENCH, mas os austríacos mereceram a altura essa homenagem.
Este disco trata de seus temas com riffs bastante precisos carregando muita brutalidade e um acompanhamento vocal que traz consigo o significado do termo ‘gutural’. O ritmo que acelera firme nos bumbos puxados por uma tração animal do baixo, também repercute com partes cadenciadas de fazer “trincar” os dentes. Nas faixas ‘Witness the Horror’, ‘Watching Her Bleed’ (essa começa com uma guitarra bem crua que chama um riff cavalgado) e ‘Rotten Flesh Reanimated’ (mais veloz do CD), por exemplo, têm funções com peso mais trabalhado que é um prato cheio para os admiradores da técnica dos irmãos HOFFMAN, que fizeram “estardalhaço” no DEICIDE.

‘Corporal Sores’ atende também por riffs mais brutais que devem causar danos ao seu pescoço, porém a mesma canção também apresenta partes mais suntuosas e, se couber a colocação, um belo solo de guitarra. Felizmente ANARKHON é uma banda que dentro do seu estilo, atenta muito para a perfeição e a cada faixa isso é sentido pelo ouvinte. ‘Killed by Strangulation’ e ‘Regurgittating Maggots’ seguem a mesma fórmula e com isso mantêm a qualidade intacta do álbum.
‘Aniquilação Macabra’, como o título sugere, é vociferada em português e revela a conspiração de um “gênio do mal” para destruir a casa dos políticos. Além da estória de horror que mesmo assim seria um sonho para muitos brasileiros, essa faixa leva um dos riffs mais pesados do disco. Não muito diferente, segue a faixa título, ‘Welcome to the Show’ que tem letra também focada nos “podres” da terra canarinho, bem ao estilo ‘gore’. Aqui musicalmente o CD já não traz mais nenhuma surpresa, mas o fato de saber que ele está acabando não nos deixa saída se não acionarmos novamente o ‘play’.
Em resumo, esse trabalho é uma obra de arte em todo sentido – desde o que já foi dito, à produção que também contribuiu muito para uma captação sonora perfeita (trabalho de Pedro Esteves). Felizmente o Brasil, hoje, comporta um celeiro de ótimas bandas do metal extremo do qual, com certeza, ANARKHON se coloca entre as melhores. O seu terceiro full-length está aí como prova e quem quiser adquiri-lo é só acessar os links no final da matéria ou correr pra loja.

Formação:
ARON ROMERO – Guitarra, Vocal;
WELLINGTON BACKER – Bateria;
DAVID FULCI – Guitarra;
WILLIAM CRAVE – Baixo (não está mais na banda).

Faixas:
01 – For God Your Soul… For Zombie Your Flesh;
02 – Witness the Horror;
03 – Corporal Sores;
04 – Grotesque Disfigurement of Human Bodies;
05 – Watching Her Bleed;
06 – Killed by Strangulation;
07 – Regurgitating Maggots;
08 – Rotten Flesh Reanimated;
09 – Aniquilação Macabra;
10 – Welcome to the Gore Show.

Contatos:
E-mail: sodomic@ig.com.br

Fonte: Whiplash

4 de novembro de 2013

Resenha - Conquistadores (SP) - À Beira da Loucura (2013)

Banda formada em 2007, em Osasco, interior de São Paulo, a CONQUISTADORES é mais uma das boas bandas de nosso underground a investir em uma sonoridade retro, voltada aos primórdios do heavy/speed metal. Após a demo “Lutar e Conquistar”, de 2010, finalmente o quinteto lançou seu debut, que transborda atitude e paixão pelo estilo.
O disco, gravado de forma totalmente analógica pela banda (e até por isso, com uma sonoridade bem aquém do que o mercado atual oferece e, embora proposital, é o grande ponto negativo do disco) no Da Tribo estúdio, sob a produção de Ciero, apresenta nove faixas que seguem a linha do metal tradicional praticado nos começo do metal em terras brasileiras, por nomes como METALMORPHOSE, OVERDOSE, TAUROS e AZUL LIMÃO.
Tudo aqui é muito honesto, e feito com competência, transbordando atitude, energia e paixão pelo estilo, sem grandes destaques.
No aspecto lírico, no geral, os caras tratam de temas mais sérios e voltados a vangloriar o estilo. Mas há também momentos de mais descontração, como na impagável “Putanas”, em que os caras inclusive mostram uma veia mais hard/heavy, lembrando o RUNNING WILD da década de 90.
Um ótimo primeiro trabalho, indicado para todos os fãs de metal tradicional, que preferem uma música mais direta e feita pelo coração, sem tanto apuro técnico e nenhuma modernidade.
À Beira da Loucura - Conquistadores
(Eternal Hatred/Rising - Nacional)
Tracklist:
01. Morte aos Falsos
02. Poder e Glória
03. À Beira da Loucura
04. Putanas
05. Lutar e Conquistar
06. Com Sangue se Paga
07. Guerreiros do Metal
08. Marcha Metal
09. Inimigo da Noite

Nota: 7

Fonte:
Whiplash

14 de outubro de 2013

Resenha - Hellscourge - Unmerciful Blasphemies (2013)



Dando continuidade as resenhas dos álbuns enviados à mim pela Heavy Metal Rock vamos agora com a resenha do álbum “Unmeciful Blasphemies” da banda gaucha de Black/Thrash Metal Hellscourge.

A banda surgiu em 2010 e possui integrantes do Patria. O álbum “Unmeciful Blasphemies” é o seu segundo trabalho, o primeiro é o “Hell's Wrath Battalion” de 2010.


Este novo trabalho “Unmeciful Blasphemies” destaca-se inicialmente pela ótima arte gráfica, onde a banda soube usar muito bem as cores preto, roxo e branco, que são as únicas cores utilizadas nessa arte. A capa blasfêmica traduz muito bem a proposta Hellmetal da banda com destaque para as “caricaturas” dos integrantes na parte interior do encarte.

O que podemos falar do som é o melhor possível, o som é executado por apenas dois integrantes, que conseguem fazer um Black/Thrash Metal de muita qualidade.
Logo no início do álbum uma verdadeira pedrada com a musica “Antichrist´s Whores” que começa com todos os instrumentos e vocal juntos, uma levada muito característica de bandas que não se prendem a apenas um estilo e sim faz uma viajem por todas as vertentes do verdadeiro Metal. Os riffs desta musica e a forma pela qual o vocal encontra-se encaixado agradará muito aos fãs de Destroyer666, mais para o final da musica um solo muito bem executado acompanhado pela base perfeita de guitarra.


A segunda musica “Where Legions Rise Stronger” começa com um ótimo trabalho nas guitarras e marcação perfeita da bateria, até a parte mais rápida, onde inicia-se o vocal, também um solo bem rápido para dar início a parte mais cadenciada da musica, uma levada mais sombria na metade da musica e um riff de guitarra mais agudo apenas com marcação da bateria, riff bem característico de bandas de Black Metal, tais como Enthroned e a musica termina com mais um solo que é executado rapidamente e marcações de guitarra e bateria.


A próxima musica “Condemned to Die” irá agradar muito aos fãs do Thrash Metal tradicional,a musica inicia com marcações e já entra direto com um solo de guitarra e bateria cadenciada, logo depois a parte rápida da musica e retorna para o riff cadenciado característico do Thrash Metal dos anos 80, na metade da musica, parte para um riff mais levado, mas isso é apenas uma passagem para o retorno a velocidade que eles sabem executar muito bem, mantendo as cavalgadas, a velocidade e sem deixar os riffs bem definidos e solos na hora certa.


A musica “Cathedrals of Hate” é outra faixa que passeia bem por várias vertentes do Metal e sabe levar as partes rápidas, com as mais lentas e cadenciadas e um refrão cantado “Cathedrals of Hate” muito marcante.

A quinta faixa é a “Reig of Blasphemy” , esta faixa já é extremamente rápida desde seu início, e fica assim durante um bom tempo, até entrar uma base mais lenta e um solo de guitarra. Após o solo, retorna com riffs extremamente rápidos e o refrão também bem marcante.


Na seqüência teremos a faixa “Chaos Order Art” começa também direto, com riff bem marcante um rápido solo de guitarra, até mais ou menos com 1m de musica as marcações e dar início a uma caída bem arrastada, e quando pensamos que a musica irá caminhar assim até o final, outro riff rápido e mais um solo de guitarra, até entrar a parte cadenciada novamente e cair para a parte rápida.


A sétima faixa é a musica “Flying Saucers in the Sky”, esta é um cover da banda mineira The Mist do álbum Phantasmagoria lançado pela Cogumelo Records na “era de ouro” do Metal Nacional, sobretudo do Metal em Belo Horizonte, onde nasceram muitas bandas, várias delas, assim como o The Mist através da Cogumelo Records.  O cover é muito bem executado pela banda o que nos mostra a grande influência do Metal nacional, principalmente o metal desta época e região do país.


A próxima musica é a que dá nome ao álbum “Unmerciful Blasfemies”.  Ela é com certeza uma das melhores faixas do álbum, iniciando-se com marcações de guitarra e bateria, depois, como de costume, riffs bem rápidos, até cair na parte cadenciada da faixa e retornar à velocidade. Depois de mais um riff com marcação de bateria inicia-se a melhor parte da musica, arrastada e com um pequeno dedilhado na metade do riff até um novo e rápido solo de guitarra e alternância entre as partes rápidas e cadenciadas até o fim da faixa.


A nona faixa tem apenas 0:56 segundos e tem o nome de “Whitchcraft Storm” com vozes diabólicas e seria o encerramento do álbum, mas, além dessas musicas esse trabalho conta também com mais 4 faixas de bônus que seriam originalmente de um EP de nome “Glory to the Devil´s Son” esse EP conta com uma qualidade de gravação um pouco inferior ao Full, mas, com musicas de qualidade igual seguindo a mesma linha de riffs rápidos, mesclados com riffs cadenciados e solos de guitarra. Com destaque para a faixa “Buried Souls Command”, que é mais um Death Metal tradicional e com participação de Rodrigo de Carya, também de outra tradicional banda mineira Lustful.


De forma geral este é um ótimo trabalho e altamente recomendado à todos que apreciam um Metal de qualidade, seja qual vertente for desde o Heavy Metal tradicional até o Black Metal.
Hellscourge é uma banda impossível de rotular, por terem influências de muitas vertentes do metal e é recomendada aos fãs de Destroyer666, Desarter, Enthroned, Sodom...
Único a melhorar na banda é o excesso de solos e a bateria um pouco repetitiva e isso pode deixar o som um pouco cansativo. Além disso fico imaginando o som dessa banda ao vivo, pois, a qualidade do trabalho das duas guitarras é muito grande, sendo assim acredito que tocar com uma guitarra apenas e sem baixo deve perder muito na qualidade, mas, espero poder vê-los ao vivo ainda para ver se é isso mesmo.


Paylist: 


1.
Antichrist's Whores
03:04
 
2.
Where Legions Rise Stronger
03:49
 
3.
Condemned to Die
03:41
 
4.
Cathedrals of Hate
04:20
 
5.
Reign of Blasphemy
04:04
 
6.
Chaos Order Art
03:30
 
7.
Flying Saucers in the Sky (The Mist cover)
04:40
 
8.
Unmerciful Blasphemies
04:02
 
9.
Witchcraft Storm
00:56
 
10.
Glory to the Devil's Son
04:26
 
11.
There's No Heaven
03:25
 
12.
Death Ritual
03:24
 
13.
Buried Souls Command
04:05




Membros:  Mayhemic Omen (Guitarras e Baixo)

                 Hellcommander (Vocal e Bateria)


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Nota: 9,0